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Ontem (15/07) encontrei o Felipe, de novo do metrô. A primeira reação foi, não acredito, não pode ser, mais uma vez o Felipe no metrô. Até já virou costume, mas não me lembrava, o quanto é bom encontrar ele pelas “pequenas” linhas de transporte da cidade. Lembro vagamente como foi da última vez… aquela sensação de nostalgia, saudável e gostosa que as lembranças traziam depois de se despedir dele. Agarrava-me na memória como uma forma de reviver aqueles anos bons.
Talvez, o Fê, seja uma forma, uma provocação, uma sinal, do tipo: “Natiiii lembra!!!”
Mas, lembrar daquela Nati, não é lembrar de uma fase, como um tempo bom, que passou e ficou. É como lembrar de um começo. Talvez, eles nem saibam, mas é diferente dos outros dois colégios que passei. Porque muito do que sou hoje, veio daqueles dias na gloriosa escola no centro velho de São Paulo. É desnecessário pensar neles como passado, porque mesmo longe, estão muito em mim. Parece muito recente e vai ser sempre assim. Talvez a intensidade daquele pequeno tempo, aquela vida que parecia um vagão de trem lotado, tenha deixado marcas mais do que indissolúveis.
Foi tudo tão intenso, e me afastei. Mas, um afastamento sem desligamento. Os cruzamentos da vida trouxeram elos que eu formei e que sustentam uma janela para esse mundo que vive radiante por aqueles que escolheram continuar.
Eles juntos já andaram tantos quilômetros que as relações mudaram e que novas parcerias se formaram. As minhas talvez estejam gastas pelos desencontros e convites perdidos. Chamados que o universo ou minha cabeça, andam me afastando. Mas, não me sinto mal por isso. Com muita tranqüilidade sinto que ali esta segura, a ponte para esta terra do nunca, onde o tempo parou para que a gente fosse muito feliz várias vezes. Eles foram especiais e nada mudou.
E só para variar não tinha só uma galera da casa do Japa, tinha a misturinha BOA e os todinhos de GA! Linda praça do por do sol…não menos maravilhoso, mas hoje com as vidas menos entrelaçadas. Sentimentos diferentes, para duas lembranças que foram tecidas na mesma vida, no mesmo lugar.
Lugar lindo que esta mudando… os prédios da FATEC estão sendo reformados finalmente. As fachadas restauradas e aquele aspecto de antigo e sujo, se transformando. A praceta continua igual, o porão do CA também. E passar ali, no mesmo dia que o Felipe entrou no mesmo vagão que eu, mais uma vez, me fez bem. Vez-me correr para o quartinho que eu guardo com carinho esse pedaço da minha vida. Esse ponto de partida. Deve ser a quarta vez que encontro o Lio. Mas, dessa vez mereceu o registro. Mesmo hoje, que eu tenho os minutos contatos para entregar a gloriosa Iniciação Cientifica. Queria poder saber em qual vagão do metrô estão as outras pessoas. será que a sorte virá num realejo?
Às vezes me incomoda um pouco ser assim. Mas, ser e transparecer, uma pessoa muito decidida, às vezes me incomoda. É como se eu tivesse sempre que estar pronta para decidir qual caminho seguir, ou para desviar o caminho, caso exista algum imprevisto. E sem perceber, totalmente sem controle, sempre tento pegar um caminho mais fácil para situações que para mim é tão obvio, esta tão na cara, que me aborrece a falta de rumo de algumas pessoas, como se só eu estivesse enxergando. Ou estou entendendo tanto que pego a trilha mais longa.
Isso acontece também, com meu sexto sentido super aflorado. E com a minha incapacidade de controlar meus músculos faciais e sempre ter uma expressão pronta. Sorriso ou apreensão que sinalize o quanto eu “aprovo” cada situação. Quando sinto uma pontinha de indecisão, paro logo e penso! Putz, alguma coisa tá errada. Caso, o contrário, sem dúvida nenhuma iria lá e faria. É incontrolável, a coisa flui, vou lá e levanto a mão, e falo sem olhar para os lados. Vou lá e cumprimento. Ligo. Entro na aula 1h30 atrasada. Viajo. Vou à festa de meninos. Sem medo de ser feliz! Eu e meu eucentrismo. To aprendendo a aceitá-lo e aceitar mais outras coisas na minha vida.
Hoje vou procurar a palavra que se perdeu, que escapuliu entre meus dedos, que escorreu por minhas mãos. Eu hoje vou conter nas letras esse fluxo que não para de me levar pra longe daqui. Eu hoje vou ficar aqui quieta, enquanto frases se formam, enquanto parágrafos inteiros se fixam na tela. Alguns fogem. E eu deixo que fujam porque sei que posso recuperá-los, melhores, adiante. Não me desespero mais. Encontrei o leito por onde escoar o meu excesso.
[Assisti o filme Nome próprio ontem. Caso vc precise de cenas marcantes e repetitivas para se envolver. Vai gostar]
